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Alguém te mandou um documento e um código de conferência

Última atualização: 21 de agosto de 2026

Você está com dois arquivos. Um é o documento, um PDF ou um arquivo HTML com uma conversa. O outro é bem menor, tem o mesmo nome terminando em .sha256 e traz uma única linha comprida de letras e números. Essa linha é a impressão digital do documento, tirada no momento em que ele foi gravado.

Calcule essa impressão digital por conta própria. Se bater, o documento não mudou nem um caractere desde aquele momento. Você não precisa do nosso programa para isso, e nem deveria precisar: tudo o que vem abaixo usa o que o seu computador já tem.

No Windows

Abra a pasta onde está o documento, clique com o botão direito segurando a tecla Shift e escolha «Abrir no Terminal» (em versões mais antigas: «Abrir a janela do PowerShell aqui»). Depois digite isto, colocando o nome do seu arquivo entre aspas:

certutil -hashfile "conversa.pdf" SHA256

Você recebe uma linha de 64 caracteres. Abra o arquivo .sha256 no Bloco de Notas e compare as duas. Maiúsculas ou minúsculas não fazem diferença; o resto faz.

No Mac

Abra o Terminal, digite shasum -a 256 e um espaço, e arraste o documento para dentro da janela:

shasum -a 256 conversa.pdf

Como ler a resposta

  • As duas linhas são idênticas. O documento é, byte a byte, o arquivo cujo código foi registrado. De lá para cá ninguém alterou uma mensagem, tirou uma página ou mudou uma data.
  • Elas diferem em qualquer ponto. Não é o arquivo que aquele código descreve. Mudar um único caractere altera cerca de metade da impressão digital, então aqui não existe diferença pequena: ou bate, ou não bate.
  • Não veio nenhum arquivo .sha256. Isso é comum, não é motivo de desconfiança. Peça o código por escrito, por e-mail ou na mesma mensagem que trouxe o documento, e compare com ele. Um valor informado antes de você perguntar qualquer coisa vale mais do que o próprio arquivo.

O que a coincidência prova e o que não prova

Prova que o documento não mudou desde que o código dele foi registrado. É uma informação concreta, e é tudo o que se conclui dela.

Não prova quem escreveu as mensagens. A comparação é de bytes, não de verdades. Se alguém forjar uma conversa e só depois exportar, essa exportação terá um código de conferência perfeitamente válido. Quem disser que um código resolve a autenticidade está te vendendo alguma coisa.

O que ele faz é tirar uma pergunta da discussão. Uma vez estabelecido que o arquivo não foi mexido depois do envio, sobra discutir de onde vieram as mensagens, que é a pergunta que interessa.

Se você prefere não digitar comando

O seu navegador também sabe fazer essa conta. Solte o documento abaixo: o hash é calculado no seu próprio computador, pelo navegador, e o arquivo não é enviado para lugar nenhum. Se houver um arquivo .sha256 ao lado, solte-o também e a comparação acontece sozinha.

O ChatExport tem uma tela que faz essa mesma comparação para você. Instale o programa, escolha Check a document I was given na primeira tela (a interface do programa está em inglês) e arraste o documento para lá. Se o arquivo .sha256 estiver do lado, ele é lido sozinho; se você não tem esse arquivo, existe um campo para colar a soma de verificação que o remetente passou. Nada é enviado, nenhuma conta é pedida, e o arquivo não sai do seu computador.

É a mesma conta dos comandos acima, com o mesmo limite, escrito na própria tela. Se você está conferindo um documento porque desconfia dele, fique com os comandos: eles vêm do seu próprio sistema, e esta tela vem de quem escreveu o programa que produziu o documento. A diferença é real, e é por isso que esta página ensina os comandos primeiro.

De onde vêm esses arquivos

O ChatExport grava o arquivo .sha256 ao lado de toda exportação, sem que ninguém peça e sem opção de desligar. O documento também tem a própria página de integridade, com o aparelho, a data do backup e uma referência da exportação, para que mesmo quem só tem o documento saiba o que está lendo.

Se você precisa que a outra parte produza uma exportação assim, dá para fazer: o programa roda no PC com Windows dela, lê um backup que já está lá e não pede conta nenhuma. Costuma ser uma conversa mais curta do que exigir a entrega do celular.

Ainda na dúvida

Escreva para support@getchatexport.com contando o que está vendo. Uma diferença merece ser entendida em vez de adivinhada: às vezes o motivo é sem graça, um servidor de e-mail que reempacotou o anexo, ou simplesmente o arquivo errado entre dois parecidos.