O ChatExport é seguro?
Esta página é para a conferência que a gente faz antes de instalar um programa que vai ler as próprias mensagens. A resposta curta: o ChatExport lê uma pasta de backup que já está no seu PC e grava um arquivo onde você mandar. Não há servidor, não há conta e não há cadastro em lugar nenhum.
A que o programa tem acesso
O programa da própria Apple, o aplicativo Dispositivos Apple ou o iTunes, grava o backup do iPhone no seu disco. O ChatExport lê essa pasta. Na exportação, ele grava um arquivo no lugar que você escolheu. Esse é o fluxo de dados inteiro.
- Ele não faz login em lugar nenhum e por isso nunca pede o seu Apple ID nem a senha do iCloud.
- Ele não encosta no seu celular. Feito o backup, o iPhone pode voltar para o bolso.
- Ele lê o banco de dados de mensagens, os anexos correspondentes e a agenda que está dentro do backup, que é de onde vem o nome que aparece no documento no lugar do número. Dessa agenda não se exporta nada. Registro de chamadas, biblioteca de fotos e dados de outros aplicativos estão fora do que o programa faz.
- Suas mensagens, fotos e anexos não são enviados para lugar nenhum.
Nada sai pela rede
- Sem conta, sem login.
- Sem verificação de licença, sem ativação, sem checagem de atualização.
- Sem telemetria, sem relatório de uso, sem envio automático de erros.
- Um computador que nunca esteve online se comporta igual a um conectado.
Como conferir sem acreditar na nossa palavra
Desconecte o computador da internet e exporte uma conversa. Nada muda no processo: o backup abre, a conversa carrega, o PDF é gravado. Um software que verifica licença, reporta uso ou fala com o fabricante para de funcionar nesse ponto. Este não para.
Backups criptografados
Se “Criptografar backup local” estiver marcado no programa da Apple, o ChatExport pede essa senha e depois lê o backup normalmente.
- A senha é usada no seu próprio computador e esquecida em seguida. Ela nunca é gravada em disco e nunca é enviada para lugar nenhum.
- Só são descriptografados os arquivos realmente necessários para a exportação, e eles são apagados quando você fecha o programa.
- Se você digitar a senha errada, ele simplesmente pergunta de novo.
Arquivos de log
O programa grava arquivos de log locais para que um problema possa ser isolado: qual backup foi aberto, quantas mensagens foram lidas, o que falhou. Neles está o que o programa fez, não o que as suas mensagens dizem. Eles ficam na sua máquina, e é você quem decide se algum deles vai junto em um e-mail de suporte.
O hash do arquivo exportado
Toda exportação leva um hash SHA256 do arquivo pronto. Anote quando for protocolar, e qualquer parte pode recalcular depois a partir do mesmo arquivo: se um único caractere tivesse sido alterado, o hash não bateria. Ele prova que o arquivo não mudou desde a exportação. Ele não prova o que aconteceu no celular, e nada aqui é promessa sobre o que um juiz vai aceitar. Guarde também a pasta do backup do jeito que ela está, sem mexer: em uma discussão sobre autenticidade, o que costuma sustentar o documento é o backup original. O que o seu processo exige, quem diz é o seu advogado, e nada nesta página é orientação jurídica.
O que o programa não faz, de propósito
Esta é a parte que a maioria das páginas de segurança omite, e é nela que se decide se o resto é crível.
- Ele não esconde nada de outras pessoas que usam este PC. A pasta do backup e o arquivo exportado ficam ali como qualquer outro arquivo daquela conta de usuário.
- Ele não é um cofre. Não existe modo oculto, não existe senha no próprio programa e não existe área protegida.
- Ele não criptografa o que grava. Um PDF exportado é um PDF comum, e quem conseguir abrir a pasta consegue ler.
- Se isso importa na sua situação: exporte para um disco criptografado e apague o backup depois, o que o próprio programa faz para você.
Este site é outra história
getchatexport.com é feito de arquivos estáticos. Quem conta as visitas são o Umami, o Ahrefs e um contador nosso neste domínio, que não guardam nada no seu aparelho, e por isso aqui não tem aviso de cookies. O que você faz dentro do programa não é medido, porque o programa não faz requisição de rede nenhuma. Ferramenta por ferramenta, isso está na página de privacidade.
Quem construiu o arquivo e como você confere
O instalador para Windows é assinado, e é assinado cada executável dentro do pacote, não só o instalador. Até a versão 0.5.1 esta seção dizia o contrário, porque até então era verdade. Ainda assim o SmartScreen pode avisar na primeira execução: aquele painel fala de quantas pessoas baixaram um arquivo, não de ele ser assinado, e informa o editor no mesmo lugar. Reputação é a única coisa com que um certificado novo não tem como começar.
Uma assinatura responde quem construiu o arquivo. Ela não responde se a cópia que você baixou é a que foi publicada, então ao lado de cada instalador também é publicado o hash SHA256. O comando que compara um com o outro, no Prompt de Comando do Windows, é:
certutil -hashfile <arquivo> SHA256
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